Diversão inteligente

14 Outubro 2010

In the Shadow of the Emperor

Na Sombra do Imperador

O Império Germânico da Idade média era disputado por várias Famílias Aristocráticas. Nesta disputa envolvia tanto política quanto religião, representados pelo poder dos Barões, Duques, Condes e Príncipes, chegando aos bispos papais.  A família que conseguisse mais influência nas regiões – chamadas de eleitorados – conseguia chegar ao Trono do Imperador.
Neste jogo de 2004, Ralf Bukerr recriou uma fantástica disputa pelo poder. E o objetivo maior deste jogo é tem mais Poder. Falarei do jogo usando alguns tópicos abaixo:


E o que ele tem de interessante?
a)            O uso da idade dos barões (dos 15 aos 46 anos), bem como se eles estão solteiros ou casados; Implicando dizer que, com o tempo eles envelhecem e morrem; bem como eles podem ter descendentes (homem ou mulher); Os tiles (peças) quadrados tem em cada lado uma idade, e são girados rodada a rodada;
b)           Não se tem peças de moeda no jogo, e sim uma trilha que indica quanto de dinheiro cada jogador possui;
c)            Os pontos de vitória são cartas que vão se adquirindo no decorrer do jogo de diversas formas: sendo Imperador (2,2,2,1,1 pts), construindo cidades(1,1,2 pts), comprando a carta de ação “Indulgência” (1); casando sua filha com algum barão(1 pt); tomando o poder nas Regiões (2 pts); sendo o Eleitor na Arquidiocese de Mainz (1 pt); votando no vitorioso na Eleição do Imperador (1 pt);
d)           O mapa tem 7 regiões para serem dominadas. Sendo 3 delas sob as regras do Papado (chamadas de eleitorados espirituais) e as outras 4 regiões sob o domínio dos condes, duques e barões (chamadas de eleitorado secular); Implicando dizer que os governantes das 3 primeiras não podem ser casados (olha o celibato ai);
e)            Em cada região dessas tem um príncipe dominante, que se chama Eleitor (são eles que têm poder de voto para a escolha o novo Imperador); Esses Eleitores também tem um bônus especial;
f)               Abaixo desses Príncipes ficam os barões e cavaleiros, que vão tentando impor sua força (por quantidade) em cada região dessas, a fim de chegar ao Poder;
g)            Uma forma de conseguir dinheiro para poder comprar as diversas ações do jogo, é construir cidades nesses Eleitorados; Os jogadores tem 3 cidades; O Imperador tem ao seu dispor 3 cidades Imperiais que não dão dividendos para ele, mas somente poder para eleger o Príncipe de cada Região;
h)            O jogo tem dois momentos de disputa muito acirrada: a hora de escolher os novos Eleitores – quem será o novo príncipe em cada Eleitorado; A hora de escolher o novo Imperador – será somado 1 voto para cada príncipe + votos de algumas cartas compradas anteriormente;
i)               Um momento realmente político é quando cada jogador decide secretamente em quem vai votar – ou vota no que já está, ou no Rival do Imperador.


Vejamos alguns pontos não tão positivos do jogo:
a)            A arte do jogo é simples, mesmo sendo funcional;
b)           Os componentes não chamam atenção – cilindros e outras peças de madeira, peças de papelão -  é um clássico eurogame puro; Mas vale ressaltar que são peças de alta durabilidade e bem feitas.

As fases do jogo:
I)         Dividendo – aonde se recebe o dinheiro da seguinte forma: 6 moedas básicas + # cidades de sua cor + # cidades de outras cores em região sob seu domínio;
II)      Envelhecendo – todos os barões envelhecem, quer dizer as peças são giradas; caso passe dos 45, a peça e retirada do tabuleiro;
III)      Descendentes – comparam as cartas de ações da rodada passada – se têm mais azuis então nasceu um homem – se tem igual ou mais cor de rosa, nasceu uma donzela. Se for homem nasce um barão solteiro de 15 anos em qualquer Região. Se nasceu uma donzela, você ou pode eferecê-la em casamento para outro jogador, e caso ele aceite, você ganha 1 ponto de Poder e o outro jogador transforma um barão solteiro em casado (dando a ele mais poder naquela Região). Mas caso ele recuse a oferta de casamento, você pode enviar sua donzela para o convento e ganha 1 moeda de ouro;
IV)     Ações – é nessa hora em que se podem comprar e usar as cartas de ações;
V)       Novos Eleitores – é feito a disputa para ver quem domina cada região;
VI)     Eleição do Imperador – só acontece se algum jogador pegar a carta “Rival”. Nessa hora cada jogador soma seus votos e escolhe para quem vai dar esses votos: ou para manter o Imperador atual, ou para o Rival, que será o novo Imperador, caso ganhe. Todos os que votarem no vitorioso, ganham 1 ponto de vitória
VII)       Ações do Imperador – Só o imperador recebe as bonificações
VIII)      Move o marcador de rodada – o marcador passa a marcar a próxima rodada, que são 5 no total.

Alguns detalhes do jogo:
a)            É para 2 a 4 jogadores;
b)           Tem duração média de 1h30min;
c)            O jogo tem 5 rodadas;
d)           O jogo usa muito da iconografia, facilitando qualquer jogador participar, sem precisar ler alguma carta ou local do tabuleiro;
e)            Existem alguns detalhes do jogo que devem ser bem percebidos e lembrados para evitar surpresas, tais como: o dinheiro ganho em cada rodada é calculado somando-se as cidades da cor do jogador + as cidades que estão na Região controlada por um de seus Eleitores (príncipes);
f)               Só há uma disputa pelo Império se algum jogador comprar a carta de “Rival”, na fase de ações;

Considerações finais:
O jogo é muito estratégico e exige uma sábia observação no que os demais jogadores estão fazendo. A forma como se distribui os seus barões e cavaleiros influenciará e muito no seu controle das regiões. Como cara região lhe concede alguns benefícios, o bom é ver qual será a região melhor para se investir naquele momento. Outro ponto é não deixar um jogador ser Imperador por muito tempo, pois a cada fim de rodada o Imperador recebe vários bônus.
Nota do Jogo: 9,0.

21 Setembro 2010

13º Joga Fortal – Edição Comemorativa


Neste dia 18 e 19 de setembro tive o grato prazer de estar com um grupo excepcional – o pessoal do JogaFortal, lá em Fortaleza/CE.
Fazia um tempo que planejava conhecer a galera e participar de algum evento deles, já que o intuito é agregar conhecimento, pessoas e ideias e isso tudo regado a muito, muito jogos de mesa.

O sempre organizado e amante do hobby Fábio Formiguieri que me convidou e prontamente aceitei, visto que estou em período de férias do trabalho.

Até que alguns boardgamers daqui de Natal e Parnamirim pensaram em participar, mas não conseguiram. Então fui representando os Potiguares.


O evento aconteceu numa Buffet de Recepção Bebeka, no Bairro Jardim América, em Fortaleza. O local com ótimo espaço, muitas mesas e bem arejado. Sem falar do serviço de refeição que foi excelente.
E quando falo isso me refiro tanto a qualidade, quanto ao preço. Tudo muito acessível e era assim: chegou a hora do almoço, o pessoal do buffet avisava, e quem tinha interesse pagava, e ia se servir na mesa repleta de comida.

Chegou a hora da janta, do mesmo jeito. Na madrugada, sim tinha sopa, caldos, lanches. E para terminar um ótimo café da manhã. Foram 24 horas de jogos intercalados somente para comer.

Ao chegar, fui aos poucos apresentado ao grupo, e mesmo agora não me recordando o nome de todos, ficou em mim uma grande alegria em poder conhecer ótimas pessoas, amantes deste hobby como eu.

Alguns nomes que me recordo foram o Artur, Tanaka, Felipe, Liliane (acho que era esse o nome), Alexandre, etc.

Como foi falado depois, tínhamos muitas atividades para um grupo ávido por tudo.

O Fábio até tentou várias vezes seguir o cronograma, mas creio que pela euforia do primeiro encontro multipropósito, o pessoal se agarrou com unhas e dentes nas mesas para jogar.

As mesas não paravam de ter gente jogando – de tudo que queriam. Croquinole, Last Night on Earth, Dixit, Space Dealer, PowerGrid, Caylus, Ekatop, Summoners War, Arkham Horror, e por ai vai…

Mesmo sendo frustrado o torneio de Risk e do Samurai, bem como as palestras e workshop de pintura de miniatura, houve muito bom papo, conversa sobre jogos, gostos e ideias.

Creio que muitos estavam ávidos para conhecerem novos jogos, e acho que foi o principal foco dos que estavam por lá.

Alguns momentos que gostaria de registrar, dentre muitos que aconteceram nessas 24 horas de jogos:

  1. O nosso amigo e sua namorada astrônomos (também gamers), mas que não recordo o nome deles – perdoe-me pela gafe - nos presentearam com as estonteantes imagens da lua e dos astros, com seu potente telescópio;
  2. Os 5 corajosos boardgames, que a meia noite decidiram jogar pela primeira vez uma partida do mais longo jogo cooperativo que conheço – o Arkaham Horror. Após umas 5 horas, sono batendo, e monstros e portais sendo vencidos, milagrosamente ganhamos, não deixando acordar o nada mais nada menos que o Great One Cthulhu.
  3. O pessoal do Buffet que passaram as 24 horas nos atendendo prontamente, bem como a comissão que organizou tudo isso, inclusive o gamer-fotógrafo (esqueci seu nome), que conseguiu o local e os demais que contribuíram com a logística de tudo isso.
  4. E ressaltando outra vez as excelentes companhias nas mesas, todos muito solícitos e com ótimo espírito lúdico.
Agradeço imensamente a hospitalidade, a receptividade e também o espírito lúdico que encontrei no grupo JogaFortal. Da forma que estão indo, farão coisas maiores, com certeza.


Parabéns a todos e espero um dia poder participar de outros eventos que venham fazer!
 

17 Maio 2010

Hansa Teutonica


Existem jogos que ao saber um pouco dele, já nos chama atenção.
Foi o caso do Hansa Teutonica - ou em Português a Liga Hanseática. Este jogo foi lançado em 2009, e com uma produção não tão chamativa - um puro eurogame com cubinhos de madeira, regras bem redondinhas, e tempo de jogo razoável (em torno de 60 a 90 minutos). Na feira de Essen 2009, ele chegou por detrás dos bastidores e quem jogou aprovou. Um jogo super inteligente. Então neste mês de maio, pude com grande alegria ter ele na coleção. E ai vai um pouco do Hansa Teutonica:

1) História

A Liga Hanseática foi um Poderoso Grupo de Mercadores que prosperaram na Idade Média, dominando várias cidades e província de diversos países. Seu poderio durou por vários séculos, tendo seu fim no final do século XVII. No boardgame, cada jogador é uma Família de Comerciantes buscando crescer seu comércio por entre as cidades, estabelecendo Escritórios nas cidades, fazendo comércio nas rotas entre as cidades, ampliando seus poderes em diversos setores e expulsando a concorrência. O que chama atenção no jogo é a variedade de estratégias possíveis de se pontuar.

2) A Mecânica do Jogo

O jogo é baseado em estabelecimento de rotas. No caso, existem várias cidades alemães no tabuleiro, interligada por rotas de comércio com locais de se colocar recursos (no caso do jogo são comerciantes e Mercadores - cubos e discos respectivamente). Além disso, cada jogador te uma mesa de escritório com repartições representando várias habilidades:
1) Chave da Cidade: Cinco espaços representando o multiplicador que se vai usar no final do jogo para ver quanto pontos de vitória ganhará pela sua maior rota (chama-se rota a ligação entre os Escritórios que se abrem nas cidades, de forma contínua).
2) Atividades: São envelopes que simbolizam a quantidade de ações que o jogador pode executar em seu turno;
3) Privilégio: são quatro cores, que indicam quais locais na cidade que você pode abrir escritórios (cada cidade tem de 1 a 4 locais possíveis de se abrir escritórios, e cada um de uma cor diferente).
4) Liberdades: um livro aberto que indica quantos recursos o jogador pode mover por entre as rotas (não entre cidades);
5) Recursos: Sacos de dinheiro que indicam quantos recursos você pode trazer do Estoque para o seu suprimento de uso.

O legal do jogo é que todos jogadores começam com apenas a primeira casa de cada habilidade disponível, e as demais estão com peças de recursos sobre as mesmas. E no decorrer do jogo, quando um jogador domina um rota entre 2 cidades, e caso alguma dessas cidades tiver a opção de melhoria numa dessas habilidades, o jogador pode fazê-lo, e automaticamente retira o recurso de uma das casas, põe ele na pilha de seu suprimento, e sua habilidade é ampliada (exemplo, se for de ações, ele passa agora a executar 3 ações, ao invés de 2, etc). Quer dizer, numa única ação ele melhora uma habilidade e ganha mais recursos para uso futuro.

Mas não é somente isso que faz o jogador ganhar pontos. Na sua vez de jogar, o jogador observa no seu tabuleiro quantas ações ele pode fazer, e depois ele terá as opções:

1) Trazer mais recursos do estoque para seu suprimento - quem indica a quantidade é a habilidade de Recursos - Saco de dinheiro.
2) Colocar um recurso seu (comerciante ou mercador) em qualquer rota com espaço livre;
3) Expulsar um recurso de um adversário de uma rota, e colocar um recurso seu no lugar - mas para isso terá que descartar 1 recurso de seu suprimento para seu estoque, ou 2 recursos caso tenha expulso um mercador (disco) do outro jogador. E outro detalhe muito bem bolado, é que o recurso ou recursos expulso(s) são automaticamente transferido(s) para outro local livre em outra rota adjacente a que ele estava antes.
4) Mover X recurso(s) seus para outra rota com local livre - quem indica a quantidade movida é a habilidade Liberdade - um livro aberto.
5) Estabelecer uma rota de comércio - Esta só pode ser feita quando uma rota está toda dominada por um único jogador. É nesta hora que muita coisa acontece, inclusive ganho de pontos. Ai vai a ordem dos eventos ao se estabelecer uma rota de comércio:
1º) Ganha-se 1 ponto de Prestígio para cada cidade que é dominada por 1 jogador - no caso há sempre 2 cidades nas extremidades das rotas de comércio. É considerada dominada quando um jogador tem mais escritório naquela cidade do que os demais. Em caso de empate, o que tiver mais a direita é o vencedor.

2º) Ganha-se o marcador de Bonus que porventura esteja naquela rota - este marcador de bonus não pode ser usado agora, mas depois dessa atividade poderá ser usado, ou pode ser guardando para ser usado em outro turno futuro do jogador. Além disso, o jogador pega um outro Marcador de Bonus da pilha, sem ver o seu conteúdo, e deixa ele no prato no seu tabuleiro individual. No final de seu turno, ele pega o que tiver nesse prato e coloca 1 marcador de Bonus em 1 rota que esteja sem nenhum recurso, e que também tenha pelo menos 1 local de Escritório disponível em pelo menos 1 cidade.

3º) Agora o jogador terá que escolher entre:
a) Abrir um escritório em uma das 2 cidades que tenha espaço livre - mas para fazer isso terá que observar se ele tem a cor requerida (privilégio) no espaço livre mais a esquerda, e também se na rota dessa cidade tem o tipo de recurso requerido naquele espaço da cidade (cubo ou disco). Cumprido esses 2 requisitos, ele então transfere 1 recurso daquela rota para o local livre da cidade e os demais recursos daquela rota são retirados e vão para seu estoque. Detalhe, em alguns locais da cidade tem uma moeda desenhada, e ao abrir um escritório nela, ganha-se 1 Ponto de Privilégio.
Curiosidade: caso o jogador faça um rede de escritório contínua ligando as duas cidades de Arneheim e Stendal (elas tem cor vermelha em seu nome) ele ganha 7 pontos de prestígio, mas se ele for o segundo a fazê-lo, ganha somente 4 pontos, e caso for o terceiro a fazê-lo, ganha somente 2 pontos.

b) ou melhorar um nível em 1 habilidade, caso alguma das cidades tenha essa opção. Neste caso ele vai na habilidade que a cidade dispõe, retira o recurso mais a esquerda, põe ele no seu suprimento. Em seguida retira todos os recursos da rota, e os devolve para o seu estoque. Detalhe é que se ele tiver ainda ações, já pode usar a melhoria daquela habilidade naquele mesmo turno.

c) ou ganhar pontos de Privilégio - caso esta rota seja na cidade de Coellen, o jogador pega um Mercador (disco) que esteja naquela rota, e o põe em qualquer espaço livre do campo com discos desenhados próximo a cidade de Coellen - desde que tenha a cor (privilégio) indicada na cor do desenho. Os demais recursos daquela rota são retirados e devolvidos no seu estoque. Estes pontos de Privilégio serão pontuados no final do jogo.

4) Fim do jogo

Existem 3 possibilidades de fim de jogo:

a) O tabuleiro do jogo tem um contador de cidades completadas. Caso 10 cidades sejam completadas, o jogo termina.

b) O jogo também termina quando qualquer jogador atingir a marca de 20 pontos, na trilha de pontos.

c) Ou quando em uma atividade de um jogador, o mesmo pegar um Marcador de Bonus no tabuleiro e for pegar outro marcador na Pilha de Marcador de Bonus e não tiver mais, o jogo termina imediatamente.

5) Pontuação Final

Usando a trilha de pontos do tabuleiro, vai somando:

a) Os pontos obtidos durante a partida +

b) Os pontos de Prestígio para cada habilidade que você atingiu o máximo +

c) Os pontos de prestígio ganhos em Coellen, como indicado nos discos +

d) 2 (dois) pontos de Prestígio por cada cidade controlada pelo jogador +

e) Multiplique o nível da habilidade Chave da Cidade pelo número de Escritório na sua maior rede de Escritório que o jogador tiver no tabuleiro +

O jogador que tiver mais pontos de vitória, ganha o jogo, caso haja empate, a vitória é compartilhada pelos empatados.

6) Considerações Finais
Hansa Teutonica me surpreendeu pela sua inteligência nas possibilidades de jogada. Também pela sua rapidez de turnos, e também pelas suas regras que são simples de se executar, mas que não são tão simples de se explicar. É daqueles jogos que somente participando que se percebe todo o sabor do jogo. Seu tabuleiro, suas peças não chama atenção, mas o seu charme está no seu cérebro, isto é, na sua mecânica sabiamente arquitetada. Um jogo que vale a pena tê-lo.

Tendson Artur.





08 Maio 2010

Starcarft - finalmente volta à Mesa!


Neste memorável dia 7 de maio de 2010, jogamos a 2ª partida de Starcraft - Boardgame.

Considerado um wargame de médio porte, mas de dimensões gigantes, este belo jogo ficou adormecido na estante por quase 2 anos.

Depois de reunir um grupo de bravos e corajosos boardgamers, fomos a luta, e relembrar e aprender de novo as regras.

Eu, José, Gilvan, Maciel e Alex Deckio decidimos nos enfrentar nos planetas de Starcraft.

Zilhões de miniaturas, peças, cartas, marcadores, tabuleiro modular, regras que não acabam mais, tudo isso foi digerido pouco a pouco. No final, percebemos que o que demora é explicar todos os detalhes, mas a mecânica é simples e rápida -
primeiro planejamos nossas ações nas regiões, por meio de uma pilha de peças de ações, segundo, executamos essas ações na ordem pilhada. E por último reorganizamos as peças, as perdas, ganhamos pontos de conquistas, e verificamos se atingimos as condições de vitória do jogo, e executamos cartas de Eventos. Caso ninguém tenha ganho, começa tudo outra vez.

Todos jogadores tiveram chances e de alguma forma se aproximaram de sua condição de vitória especial - cada facção com a sua. Mas quem surpreendentemente conseguiu foi o Maciel. Uma das causas da desatenção nas ações dos demais jogadores, por ainda estarmos aprendendo a lidar com as construções, módulos, upgrades, cartas de batalhas, cartas de tecnologias e poderes das criaturas.

O jogo levou em torno de umas 3 e meia horas para se jogar completamente. Mas acreditamos que se o mesmo grupo jogar outra vez, sem o gasto do tempo de explicação, o jogo deve girar em torno de umas 3 horas.

Parabéns a todos que participamos dessa madrugada de sexta-feira numa luta no universo de Starcraft. Esperamos outro embate!

04 Maio 2010

Trampolim na Yujo Fest 2


No dia 01 e 02 de maio de 2010 houve a 2ª Yujo Fest - Evento de Cultura Pop Japonesa, aqui em Natal/RN.

À convite dos organizadores, a Trampolim da Aventura levou a coleção de Boardgames para esse evento. Foi um sucesso.

O evento ocorreu num Colégio Particular - o CTEAD, em Natal. O evento contou com várias atrações, todas voltadas a cultura nipônica. Desde salas com exibição de animes, Mangás, Miniaturas, salas de consoles de videogames, Cosplay, lojinhas especializadas em miniaturas, camisetas, fantasias, dubladores, bandas de música, desenhistas e uma sala com os boardgames.

Neste evento, levei em torno de uns 120 jogos, todos expostos e também à disposição para se jogar. Pela falta de mesas e também por um problema técnico na refrigeração da sala, não conseguimos atender a todos que quiseram jogar e apreciar os boardgames.

Nos dois dias tivemos a média de 5 mesas sendo usadas constantemente, com uma variedade grande de jogos. Os mais jogados foram:

1) Villa Palletti
2) Age of Empires 3
3) Cyclades
4) Chaos in The Old World
5) Dominion
6) Thunderstone
7) Battlelore
8) A la Carte
9) Dixit
10) Blokus Trigon
11) Munckin

A receptividade do público que entrou e viu os boardgames foi super positiva. A maioria não sabia da existência da variedade e beleza dos novos boardgames. Muitos contatos foram feitos.

A equipe que auxiliou e muito na sala foi José, Gilvan e Hemerson. Também registro a preciosa ajuda de Magno, Maciel, Raimundo, e outros mais que vieram apoiar o evento, ajudando nas explicações das regras, e na arrumação e transporte.

Outro indispensável agradecimento é toda equipe organizadora do Evento Yujo Fest, que com muito suor e dificuldades fizeram um grande evento. Em nome da Trampolim da Aventura, meus agradecimentos!

30 Dezembro 2009

Finalizando 2009


CONFRATERNIZAÇÃO DO FINAL DE 2009

Todos os apreciadores de boardgames, RPG e afins, desejamos um ótimo final de ano!

Que possamos nesse ano de 2010 nos reunir mais ao redor de uma mesa e compartilhar com nossos amigos, parentes e conhecidos os desafios dos jogos inteligentes.


O que teremos em 2010?

Mais jogos

Mais encontros lúdicos

Mais amizades

Mais desafios

Até lá e um lúdico 2010!







16 Dezembro 2009

Chaos in the Old World



Este é um jogo que subverte a minha coleção. Todos os meus jogos, com exceção deste, os jogadores normalmente buscam construir, evoluir, mesmo que por conquista. Algumas vezes somos até um paladino, um governador, um soldado, ou até um peixe. Mas em Chaos in the Old World somos os 4 cavaleiros do apocalipse, nada mais do que as 4 forças do Caos - seguindo a mitologia de Warhammer. E essas 4 Forças malignas querem nada mais nada menos do que destruir o Velho Mundo, cada qual a sua maneira.
Este jogo é um primoroso trabalho da equipe da Fantasy Flight Games. Mesmo torcendo o nariz para o tema, nada divino ou pacífico, nos deparamos com uma beleza gráfica gritante. A começar pela riqueza de símbolos e detalhes. O mapa é um couro esticado a base de ganchos, a escuridão, os tons cinzas acompanham o cenário macabro dessa forças. Vejamos quem são elas:
1) Khorn: O deus da guerra. Este sim quer morte, destruição por meio da lança, da espada e do derramamento de sangue. Tanto seus seguidores quanto seus poderes são direcionados para esse fim.

2) Nurgle: O senhor das Pragas, das doenças e corrupção da carne;

3) Tzeentch: O desvidor de caminhos, O Grande Conspirador, manipulador dos fatos do universno

4) Slaanesh: O Príncipe do prazer e da dor, o senhor da tentação, que seduz até os mais fortes para suas seis mortais seduções.

Estes 4 Poderes do Caos tem seus próprios seguidores bem como seus poderes, que levarão ao fim do Velho Mundo. Mas o Velho mundo tem suas defesas, seus Nobres e Heróis que lutarão para sobreviver. Neste embate, ou um ou outro sairá vitorioso!